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quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Afinal

O beco se apertou no peito
E nós ficamos
Entre a manda e a liberdade.
Desfiadas nossas certezas
Não sei que chuva
Irá nos firmar
Não que água limpará nossas memórias.
Um sorriso chove na face
E rio
Tanto óleo,
Lágrimas
Solidão que matamos
Saudade que desliza entre dedos
Mortalha a carregar
E a chave na mão
Depois que se fecharam
Todas as portas
Depois que desgarrados
Sonhamos
Refazer nossa fé
Sentir água pura
Mesmo que amanhã
Seja tudo u monte de cinzas
Sobre o céu azul.

Antonio Fernando O.C. Costa

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

De Mim

De mim
Consagro apenas
A lavra de meu amor,
Meus bolsos vazios
Nunca tão cheios
E tão contidos,
Esses olhos
Esse grito
Essa solidão
Essa imensidão

Antonio Fernando O.C. Costa

domingo, 14 de fevereiro de 2010

Extrospecção

Entro em teu quarto
E sinto horas indo embora

Um suor estala a alma
Os símios
Imploram quilos de corpo
E morrem no diário
Uma cama
Um espermado
E uma poesia dilacerada

Antonio Fernando O.C. Costa