Mostrando postagens com marcador Poemas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Poemas. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Para Que Tanta Sofrência?

Pra que falar desta sofrência urdida
Em noites de silêncios, de ais e sustos;
Balanço de tantas perdas e custos,
Sufoco de boca muda mordia?

Quisera – para que voltes ainda,
Tudo lembra, mas esquecendo tudo;
E sem mágoas, sem armas, que és bem vinda!

Quisera – num reencontro de ternuras
Desfazer-me da espera e dos cansaços,
Desbeber tanta saudade engolida,

E superando o amargor da ruptura
Poder – contigo! – retomar os passos
Da nossa caminhada interrompida...

Bira – Ubirajara Araújo Moreira

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

A Ti

Que me acolheste
Abrindo os braços
Em teu corpo e tua vida

Que me aceitasse
Parceiro e igual
Em teu ideal e trabalho

Que me amparaste
Na queda e no salto
Em tua fortaleza

Que me deste
Irmãos que não tive
Em tua generosidade

Que me amaste
Como eu te amei
Em nossa perenidade

Alberto Centurião

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Afinal

O beco se apertou no peito
E nós ficamos
Entre a manda e a liberdade.
Desfiadas nossas certezas
Não sei que chuva
Irá nos firmar
Não que água limpará nossas memórias.
Um sorriso chove na face
E rio
Tanto óleo,
Lágrimas
Solidão que matamos
Saudade que desliza entre dedos
Mortalha a carregar
E a chave na mão
Depois que se fecharam
Todas as portas
Depois que desgarrados
Sonhamos
Refazer nossa fé
Sentir água pura
Mesmo que amanhã
Seja tudo u monte de cinzas
Sobre o céu azul.

Antonio Fernando O.C. Costa

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

De Mim

De mim
Consagro apenas
A lavra de meu amor,
Meus bolsos vazios
Nunca tão cheios
E tão contidos,
Esses olhos
Esse grito
Essa solidão
Essa imensidão

Antonio Fernando O.C. Costa

domingo, 14 de fevereiro de 2010

Extrospecção

Entro em teu quarto
E sinto horas indo embora

Um suor estala a alma
Os símios
Imploram quilos de corpo
E morrem no diário
Uma cama
Um espermado
E uma poesia dilacerada

Antonio Fernando O.C. Costa

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Barganha

Barganha da mãe puta
Cedo no mato
No ato ato.
Ela da vida, pura
Útero fértil
Aberto,
Adubado com pênis
Em casa
Adubado na sopa.

Carlos Alberto Dala Stella