sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Para Que Tanta Sofrência?

Pra que falar desta sofrência urdida
Em noites de silêncios, de ais e sustos;
Balanço de tantas perdas e custos,
Sufoco de boca muda mordia?

Quisera – para que voltes ainda,
Tudo lembra, mas esquecendo tudo;
E sem mágoas, sem armas, que és bem vinda!

Quisera – num reencontro de ternuras
Desfazer-me da espera e dos cansaços,
Desbeber tanta saudade engolida,

E superando o amargor da ruptura
Poder – contigo! – retomar os passos
Da nossa caminhada interrompida...

Bira – Ubirajara Araújo Moreira

2 comentários:

  1. "Dsbeber tanta saudade engolida" q bom q fosse possivel!

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  2. Ubirajara Araujo Moreira25 de mai de 2010 13:13:00

    Olá! Sou o autor do poema, agradeço sua divulgação, mas tenho alguns reparos. 1)O titulo e o início de todos os versos são sempre grafados em minúsculas; 2) a última palavra da primeira estrofe é "mordida" (está: "mordia"); 3) na 2ª estrofe, verso 2, é "lembrar" (está: "lembra"); 4) e na mesma estrofe 2 (um quarteto, ficou truncado - trata-se de um soneto), corrigir para: verso 3 = "e sem mágoas, sem armas, sem escudo", e verso 4 = "dizer-te, por te amar, que és bem-vinda!"; 5) final do 1º terceto é singular: "ternura".
    - Mais uma vez agradeço a divulgação e peço a gentileza de que sejam feitas as correções acima. Do livro Sangra:Cio, Curitiba: Edição dos Autores, 1980.
    Um abraço do Bira.
    Email: bi_ra7@yahoo.com.br

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